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Música para os Olhos

                         


          Desde os anos ´60, é tradição que qualquer cantor, banda ou compositor pop de sucesso acabe tendo suas canções aproveitadas pelo cinema. Há filmes cuja trilha sonora inteira é composta de canções pop, algumas feitas especialmente para o filme, mas na sua maioria pré-existentes. O que era raro, mas tem se tornado cada vez mais comum é músicos de sucesso se aventurarem a compor trilhas (e não canções) para filmes. O que pode ser eventual na carreira de muitos, dependendo do sucesso da empreitada, pode se tornar habitual. A mais nova incursão veio pelas mãos de Trent Reznor (da banda hard-rock Nine Inch Nails). Em parceria com seu produtor, Atticus Ross, a dupla colecionou prêmios (inclusive o Oscar) para a trilha do filme A Rede Social. Parece que a dupla pegou o gosto, porque voltaram a colaborar com o diretor David Fincher, para seu último filme - o remake americano de Os Homens que Não Amavam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo). Já vimos nos últimos anos, além de Reznor, o Chemical Brothers compor para um filme (Hannah); Johnny Greenwood, do RadioHead (para Sangue Negro) e  Eddie Vedder, do Pearl Jam - para Na Natureza Selvagem. O que, às vezes, acontece, é o artista demonstrar mais talento para compor trilhas sonoras, chegando a abandonar sua não tão exitosa carreira pop. Exemplos perfeitos são o de Vangelis e Pino Donaggio. Depois de compor e gravar muitos anos com Jon Anderson (do grupo Yes), Vangelis iniciou uma colaboração longa e extremamente exitosa com o cinema, a partir de Carruagens de Fogo (com o qual ganhou seu Oscar): Blade Runner, Missing, 1492 - A Conquista do Paraíso, entre outros. Pino Donaggio, ídolo pop italiano dos anos ´60, colaborou em vários filmes de Brian de Palma (Carrie - a Estranha, Vestida para Matar, Dublê de Corpo, etc.), demonstrando um talento para o trabalho antes totalmente insuspeitado. 

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